A série .hack precisa de mais apoio dos fãs

Meu primeiro contato com a série foi com o anime de .hack//SIGN. Gostei muito dela, da idéia de um MMORPG que é jogado na mente, com estímulos mentais, e eu arrisco dizer que será o tema de algum filme sci-fi no futuro próximo. Já os jogos da série eu nunca joguei, mas são “típicos” JRPGs. O ocidente não anda muito interessado neles, principalmente depois do fiasco de Final Fantasy XIII, mas pelo menos eles têm recuperado a credibilidade de uns anos pra cá. Final Fantasy XIII-2 é decente e teve bons reviews, além dos jogos da série “Tales of” terem sido bem recebidos no ocidente.

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CyberConnect 2 é a empresa por trás de Asura’s Wrath e Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Generations, e eles afirmaram recentemente que uma das suas principais publishers, a Namco-Bandai, não está particularmente interessada em continuar localizando as versões da série .hack, justamente por ser um JRPG. Ainda segundo a CyberConnect2, a série precisa de mais apoio não somente das publishers, mas dos fãs também, para ser lançada no ocidente.

Algumas pessoas consideram isso bobagem, mas na realidade, são os consumidores que decidem o que deve ou não vir, afinal, são eles quem compram os produtos. A força do consumidor pôde ser vista recentemente com a Operation Rainfall, uma organização informal feita por fãs de JRPGs que queriam o lançamento de Xenoblade (um jogo para o Wii) no ocidente. Sua “voz” soou tão alto que o jogo foi lançado na Europa, e agora nos EUA. Eles também insistiram para o lançamento de outros dois jogos muito esperados: Last Story e Pandora’s Tower, ambos para Wii. Estes jogos já tem data de lançamento na Europa, e Last Story já foi anunciado oficialmente para os EUA.

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No fim das contas, o que conta realmente é a qualidade dos jogos. Final Fantasy XIII era um lixo, e ninguém (nem mesmo a Square-Enix) tem medo de admitir isso. Tenho certeza que os jogos da série .hack são bem melhores que FFXIII, por isso merecem o apoio dos fãs. Que a Operation Rainfall sirva de exemplo e guie o lançamento de outros jogos “tipicamente japoneses” no futuro.

Game designer, designer gráfico, pesquisador em semiótica. Adora video games, tanto antigos quanto novos, e cresceu jogando e estudando estes games. Devido à influência da comunidade japonesa local, aprendeu a gostar de mangás e animes, e a não achar a língua japonesa alienígena (ter estudado o idioma talvez tenha ajudado). Não consegue trabalhar sem uma trilha sonora pra acompanhar.