League of Legends

Afinal, Pokémon é mesmo coisa pra criança?

Pokémon

Pokémon é um dos meus jogos favoritos, e fiquei realmente feliz de saber que lançarão um tactics dele logo logo.  Porém, o que mais tem chamado minha atenção recentemente são referências sutis à temas “mais adultos” presentes nos jogos da série.

Devo admitir que não joguei as Terceira e Quarta gerações (Ruby/Sapphire e Diamond/Pearl) e nem os remakes (Red Fire/Green Leaf e Heart Gold/Soul Silver), mas tenho curtido muito a Quinta geração (Black/White). Também joguei recentemente os antigos (primeira e segunda gerações) e notei esses temas. Claro que, além de mim, outros jogadores e jornalistas também o notaram.

No primeiro jogo já haviam tocado na existência da morte (sim, Pokemons morrem), com cemitérios e tudo mais; mas só percebi mais claramente temas mais sérios jogando a versão Gold (minha favorita, por sinal), onde você pode cruzar pokemóns. Isso incluiu um nível novo ao jogo, permitindo ensinar golpes absurdos para certos pokemons (como um Onix com water pump), mas na verdade, também adicionou gêneros e sexo à equação, além de (de certa forma) pedigree. Essa inclusão deu tão certo que até hoje está presente nos jogos.

Além disso, outros temas como admiração, família, jornada do herói, amizade, rivalidade saudável e criminalidade também estão presentes na série. Ash (ou Red) é filho de mãe solteira, pesquisadores lidam com extinção de espécies, e a eterna Equipe Rocket usa pokemóns para seus fins criminosos, assim como os roubam de outros treinadores e criam armas biológicas com DNA de pokemons lendários.

Todos esses temas podem parecer bobos num primeiro olhar, mas com um pouco mais de calma quem joga pode perceber quanta profundidade eles adicionam ao universo de pokemon (apesar de ainda não termos certeza se as pessoas usam pokemon como gado ou não), e podemos perceber várias facetas genuinamente humanas no jogo. Nos jogos mais recentes da série ainda existiu uma insinuação de que humanos usam pokemons como escravos, algo que a entidade antagonista do jogo luta contra (ou pelo menos é o que aparenta), cenário que já foi explorado por fãs nesse curta:

Ainda acredito que Pokemon seja sim algo pra crianças. Mas também acredito que temas presentes nas nossas vidas devam também estar presentes em histórias infantis e jogos de público amplo. Provavelmente, os criadores da série tomaram o rumo correto desde o começo, e continuam tornando o universo de Pokemon um pouquinho mais próximo das nossas vidas cotidianas.

Você pode conferir mais exemplos destes temas nos jogos da série.

Game designer, designer gráfico, pesquisador em semiótica. Adora video games, tanto antigos quanto novos, e cresceu jogando e estudando estes games. Devido à influência da comunidade japonesa local, aprendeu a gostar de mangás e animes, e a não achar a língua japonesa alienígena (ter estudado o idioma talvez tenha ajudado). Não consegue trabalhar sem uma trilha sonora pra acompanhar.

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