fev 23

sengoku-basara

Como prometi escrever sobre más experiências com alguns animes, já digo inicialmente:

NÃO ASSISTAM ANIMES DE GAMES OU FEITOS PARA SE TORNAREM GAMES[bb]!!!

Esse é o caso de Sengoku Basara, um anime que tinha tudo pra dar certo: Boa animação, ótimos traços e argumento interessante. Mas pelo passar da história você acaba percebendo que está assistindo uma anime que só tem lutas – muitas delas sem sentido, e com personagens clichês que não desenvolvem nada mais do que o esperado.

sengoku-basara

Um anime sem graça e monótono. Eu cansei de assistir. Na boa… não dá! Não acredito que a Production I.G (Serei no Moribito, os filmes de Evangelion, Ghost in the Sell, Cromartie, Blood+, Blood: The Last VampireJin-Roh) gastou tempo com essa porra, porque grana o game cobriu com certeza… até tem o 2 dessa merda.

Fundamentando o que eu quis dizer: o anime deveria contar melhor a historia da unificação dos clãs do Japão no Período Sengoku, de como pela estratégia e força o Japão criou um reino unificado entrando no período e a ascensão da família Tokugawa… mas não fez isso. Preferiu somente mostrar lutas sem sentido.

Devo admitir que a qualidade das lutas são muito boas, mas mesmo assim… boring.

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fev 17

Paprika

Faz uma cara que não escrevo, mas mesmo assim tenho assistido muita coisa… muita coisa ruim que tenho largado pela metade! Deveria ter escrito o quão ruim são esses animes.

Mas ontem, assisti um Movie que eu tava esperançoso: Paprika, da MadHouse (Casshern, Beck, Black Lagoon, Kaiji, Monster e tantos outros animes fodas) Não me arrependi um segundo! Um anime cheio de suspense e, como todo bom movie japonês, mostra possibilidades tecnológicas bem legais.

O negócio é o seguinte, o roteirista pirou em psicologia e começou a estudar a parada:

Em um futuro nada distante (pode até ser o presente), um gordo gênio desenvolve um aparelho onde as pessoas podem “viver” seus sonhos. Isso mesmo, você dorme e vive seu sonho. Esse aparelho ainda possibilita o compartilhamento da experiência com outras pessoas.

Paprika

A ideia inicial era que o sonho fosse compartilhado com psicólogos para a análise e resolução de problemas ali na hora, em vez do bom e velho divã, e o cara de barba e óculos ficaria adivinhando o que você vê nos sonhos. Ele vai a raiz do problema e o finaliza.

Mas como disse o presidente da empresa que desenvolveu a máquina:

A Ciência não é nada além de lixo ante um sonho profundo

Um dos aparelhos é roubado e o ladrão começa a entrar no sonho dos outros para causar terror; o inconsciente se mistura com o consciente. Para piorar, os inconscientes começam a se misturar (isso mesmo, de todas as pessoas) e tornam-se coletivos. É um pesadelo junguiano REAL.

Em meio disso, Paprika[bb] (que não se sabe direito quem é) é uma mulher que vive no mundo dos sonhos e ajuda a solucionar os problemas das pessoas que recorrem a ela. Paprika tem um grande conhecimento do psique humano, talvez por conta da sua ligação com a Dra. Chiba (Cientista do projeto).

Paprika agora é uma das forças mais poderosas para encontrar o ladrão e por fim no caos que se encontra a Terra.

Paprika

Com diálogos inteligentes e bastante científicos, não tem como não se prender ao que tá rolando. Além disso, a animação da MadHouse continua perfeita! A trilha sonora é muito boa e bem background, afinal, é um suspense.

Mas um ponto que eu gostaria de ressaltar é o volume de drogas que os desenhistas tiveram que tomar. É muita “viagem” durante quase uma hora e meia de filme, pois desenhar cenas de sonhos não é nada fácil e eu acho que eles se saíram muito bem.

Vale a pena assistir. Só pra se ter uma ideia, fiquem com o trailer que já é uma viagem.

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nov 4

ponyo

Assisti hoje Ponyo no penhasco a beira do mar (Gake no ue no Ponyo, Poyno on the cliff by the sea), o ultimo movie produzido pelo estúdio Ghibli (Totoro e Cemitério dos vagalumes), devo confessar mais uma vez que esse estúdio é a fabrica dos sonhos do Japão: Animação primorosa, trilha sonora envolvente, detalhes minimamente preparados, direção genial de Hayao Miyazaki e a história… ah… a história…

O negócio começa no fundo do mar, quando “uma peixe” dourada foge de casa e acaba encontrando Sosuke na superfície, que é um garoto de 5 anos que mora com sua mãe e seu pai que é um marinheiro.

A mãe de Sosuke se chama Lisa, é uma mulher de temperamento forte e trabalha em um asilo que tem senhoras bem legais.

ponyo

Sosuke da o nome de Ponyo a peixinha e viram grandes amigos. Acontece que o pai da Poyno na verdade é um mago que vive nas profundezas do oceano e acha que o lugar dela não é na superfície e resolve busca-la (parece a pequena sereia a parada, mas é muito melhor).

A história se desenrola mostrando que Ponyo não é um simples peixe: É filha do mago com a rainha do mar, que é IDÊNTICA a Iemanjá, o Orixá que é a rainha do mar da cultura brasileira. Sem brincadeira é absurdamente igual, tanto na aparência quanto nas “ações” que ela tem no filme.

Como os orientais são bem extremistas, as ações de Ponyo podem destruir o mundo, mas o filme é tão tranquilo que o fato não é tão catastrófico e isso acaba sendo totalmente secundário. O que realmente importa é a preocupação ambiental, o lúdico, a natureza e a inocência, uma história de “pequena sereia”, mas com um amor bem inocente e puro, que é característico do estúdio.

ponyo

Provavelmente o Ghibli deve faturar o Oscar novamente com Ponyo (o estúdio já levou a estatueta com: A viajem de Shihiro). Essa animação está sendo distribuída pela Disney, que deve ter bancado os custos de produção. Já que o Ghibli é o ultimo suspiro vivo da animação tradicional no mundo.

Estou dizendo isso no âmbito de grandes animações, pois não vemos mais isso nos cinemas, apenas coisas em 3D, que até mesmo a Disney abraçou faz muito tempo.

Vale bem a pena ver Ponyo que está muito bom.

Odô iá! IEMANJÁ (só pra garantir)

*ATUALIZAÇÃO: Ponyo será lançando em Janeiro pela PlayArte no Brasil.

Confira o Trailler:

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set 24

jin-roh

Em um Japão alternativo, a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos nazistas e o Japão perdeu para eles (tá, é tão alternativo que o Japão não era do “eixo”). Cidades ficaram devastadas e eles tiveram que fazer um plano de crescimento econômico agressivo, o que fez aumentar a desigualdade social e a revolta da população.

Nasceram muitos movimentos sociais populares e o governo teve que criar uma força para combater esses “terroristas” que estavam ganhando força (a mais extremista é chamada de “Seita”). Essa tropa tem uma armadura blindada que usa balas de fuzil e tem um capacete muito parecido com o capacete dos Nazistas (parece o capacete de um Trooper ou do Darth Vader, mas não é mera coincidência).

Os caras são tipo o BOPE, atiram e nem perguntam depois, uma força repressora que possui um enorme poder político. Por conta disso, opositores começam várias intrigas políticas para derrubar essa tropa.

No meio desse contexto o soldado Fuse, um dos membros do BOPE nipônico, é designado para mais uma dessas missões de triturar terroristas, mas quando se depara com uma menina que esta vestida com uma capuz vermelho carregando uma bolsa entre os terroristas, entra em conflito que desencadeia todo o norte da história.

A analogia de Fuse ser o Lobo e a menina a Chapelzinho Vermelho é inserida constantemente na história, ainda colocam a versão desse conto mais macabra que eu já vi, é bem loco!

O conflito interno do Fuse é um dos mais bem trabalhados que eu já vi, o cara é um carniceiro, mas é humano e sente a dor de fazer escolhas duras constantemente, o que muitas vezes o deixa paralisado. A intriga é muito boa também.

A animação é estonteante, os caras do Production Production I.G (Serei no Moribito, os filmes de Evangelion, Ghost in the Sell, Cromartie, Blood+ e Blood: The Last Vampire) quebram tudo com traços realistas e animação primorosa, acho que junto com Blood: The last Vampire, esse é a melhor animação deles.

Pessoal, se vocês querem ver algum desenho que se aproxime muito de um filme com pessoas de carne e osso, esse anime é o Jin-Roh!

Jin-Roh é um filme, portanto, não perderão dias para assisti-lo e vale muito a pena mesmo, confira o trailer:

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set 15

buda2_1680_1050

A animação é uma adaptação de um livro feito por um grupo fundado por Ryuho Okawa e mostra o que aconteceria se o Buda retornasse a vida algum dia, quando a escuridão envolvesse a terra.

O Renascimento de Buda(Buddha Saitan) terá sua estreia no dia 17 de Outubro no Japão, é dirigido por Takaaki Ishiyama (Sakura Wars e MapleStory) e animado pelo Group TAC.

Confira os trailers lançado no canal oficial da animação:

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