Cave Days: talento tupiniquim lá fora

É fato que a indústria brasileira de games ainda está engatinhando. Nossa produção resume-se a jogos eletrônicos para celular, advergames e alguma coisa para PC. Mas já existem empresas que pretendem mudar essa realidade, como é o caso da Insolita Studios.

“Nosso objetivo é a produção para consoles de grande porte”, afirma o CEO da empresa, Winston Petty. Sonhando alto? Pode até ser, se levarmos em consideração o estado deplorável no qual se encontra a área de games no Brasil, se bem que, olhando por um outro lado, já foi pior. De qualquer forma, a Insolita já colhe bons frutos dessa “viajem” de produzir jogos eletrônicos no País: o game Cave Days, um jogo de plataforma para PCs, já faz sucesso no exterior.

No jogo você controla dois homens das cavernas por diferentes estágios no melhor estilo “Super Mario”. Os produtores optaram por um estilo 2D pixelado, deixando o jogo mais “leve”, mas não pense que o jogo perde qualidade com isso. O humor também ajuda bastante nas passagens hilárias entre os dois personagens. A dinâmica é simples: pule obstáculos, acerte os inimigos e termine a tela. “Existem planos para levar o Cave Days para os consoles sim”, afirma Petty.

A Insolita já trabalha em diversos outros títulos e seu forte tem se mostrado em games educacionais. Ok, pode até não ser a coisa mais divertida do mundo, mas é necessário começar por algum lugar, além de ter dinheiro para pagar as contas.

Existem diversas outras empresas de desenvolvimento de games no Brasil, a maioria acaba se voltando para os advergames. Não tem jeito, o que precisamos é de incentivo governamental para conseguirmos entrar de fato na indústria de entretenimento que mais cresce no mundo. Mas aí, eu sei, você sabe e até o padre voador sabe (ou sabia?!), esperar pelo tal “incentivo fiscal” é tão produtivo quanto tentar convencer sua mãe de que ter quebrado a cara do babaca do colégio não tem nada haver com as horas que você passa jogando “Manhunt”.

Veja trailers do jogo: