Gears of War 3 – Lutando por um mundo que ainda é belo

Começando no TheMentes agora, decidi que minha primeira postagem seria sobre Gears of War 3. Por que? Simplesmente por ter sido umas das franquias mais viciantes da geração atual de consoles. Espero que gostem. 🙂

Gears of War é uma franquia que começou fazendo um barulho estrondoso, no (nem tão longe) ano de 2006. Com gráficos de cair o queixo (graças a Unreal Engine) e seu inovador sistema de coberturas, o jogo rapidamente foi tido como um dos xodós da Epic Games, produtora do game e a galinha dos ovos de ouro da Microsoft, deixando uma continuação como algo inevitável.

Enfim, Gears of War 2 chegou, continuando a saga de Marcus Fenix e o esquadrão Delta contra os Locusts ,apresentando algumas novidades e melhorando alguns aspectos do jogo anterior, tornando a experiência ainda mais satisfatória.

Gears of War 3

Depois de quase 3 longos anos de espera, enfim chega o terceiro episódio da série, Gears of War 3, lançado dia 20 de Setembro de 2011, cuja promessa é a de encerrar a trilogia de uma forma ÉPICA! Mas será que ele realmente superou seus irmãos mais velhos? Ou será que ele simplesmente manteve o privilégio da série? Tenha uma idéia da resposta aqui, lendo esta análise! (porque descobrir mesmo, só jogando, né meu?)

Na história (OBSERVAÇÃO: SPOILERS PARA QUEM NUNCA TEVE CONTATO COM A FRANQUIA) 18 meses se passaram depois da queda de Jacinto e os Gears, abandonados pelo seu lider, Chairman Prescott, junto com outros sobreviventes humanos, estão vivendo na ilha de Vectes para se reconstruir.

Mas nem tudo dura pra sempre, e o fluído Imulsion começa a aparecer do subsolo, forçando todos a se separarem no intuito de buscar algum outro lugar seguro que tenha restado. O comandante Victor Hoffman leva alguns sobreviventes para Anvil Gate, enquanto o esquadrão Delta leva o restante a bordo de um navio, para escaparem dos Locusts que foram infectados pelo Imulsion e originaram uma nova raça, os Lambents, que querem destruir tanto os Locusts como os humanos, e cabe a Marcus Fenix, Dominic Santiago, Augustus Cole, Damon S.Baird, os novos personagens Samantha Byrne, Clayton Carmine (o irmão mais velho dos outros Carmine que morreram nos jogos anteriores), Anya Stroud (que apenas fazia contato ‘de longe’ nos outros jogos)e Jace, junto com o resto da equipe, acabar com isso de uma vez por todas.
No meio disso tudo, Marcus ainda tem que resolver os mistérios referentes a seu pai que, por um milagre, está vivo e diz estar com a solução de como derrotar os temíveis Lambents

A história de Gears of War é algo que sempre chamou a atenção pela profundidade e envolvimento com os personagens, e Gears of War 3 leva isso a outro patamar. Ao contrário do que acontece em outros shooters, o jogador sente que vale a pena lutar pelo que ainda sobrou de Sera e de ajudar os objetivos dos personagens. Quem visitou a cidade natal do “Trem Cole” e reviveu seus momentos de glória no Thrashball sabe bem do que eu tô falando! Gritar torcendo pelos velhos conhecidos é uma prática comum aqui.

Gears of Wars 3

A campanha do jogo oferece algo em torno de 15h para ser finalizada e se você não for paciente em ter que ficar ajudando os aliados controlados pela IA pode aproveitar o jogo com um amigo, no excelente Co-op local, com tela dividida. Se isso ainda não te deixa satisfeito, você pode jogar a campanha online junto com até 3 ‘soldados’. Independente de como for, o jogo exige o trabalho em equipe.

Mas não é só da excelente história que vive Gears of War 3. A jogabilidade, que já era quase perfeita, ficou ainda mais aprimorada no terceiro título, algo que agrada tanto a veteranos como chama a atenção dos novatos. Os comandos são precisos e, para quem prefere personalização, o jogador pode ajustar a sensibilidade da mira por uma escala e escolher um layout de botões que mais lhe agrada. Corra, atire, se esconda, tudo com maestria. Serrar um inimigo ao meio com a baioneta da Lancer nunca foi tão gostoso como aqui.

Gears of Wars 3

E por falar em Lancer, ela não está sozinha. Temos as belezinhas dos jogos anteriores, como o Boomshot e a Gnasher Shot, até as novidades como a One Shot e a Vulcan, uma metralhadora giratória que só pode ser movida por duas pessoas. Também temos a velha-nova (ou seria nova-velha?) Lancer Retro, um modelo antigo da Lancer, onde a motoserra da baioneta é trocada por uma baioneta convencional, além da mira mais imprecisa. Mas não a subestime por isso, pois ela é tão poderosa quanto seu ‘irmão mais novo’.

O mais ‘massa-véio’ da campanha está em sua união jogabilidade + história. Pilote mechas (os novíssimos SilverBacks), conheça novos inimigos, manuseie novas armas, tudo isso unido a eventos de fazer qualquer um babar para continuar fazendo você querer ver o desenrolar de tudo. Em outras palavras, a campanha nunca fica repetitiva, fazendo você querer parar somente quando os créditos estiverem rolando na tela.

Mas para quem se cansou do modo campanha o jogo ainda oferece outros modos, o viciante Versus, com várias sub-modalidades pra multiplayer, o modo Horda e o modo Besta.

O modo Horda, inicialmente introduzido em Gears of War 2, volta com força total. É um modo onde até 4 jogadores lutam contra ondas e mais ondas de inimigos. O diferencial do antecessor está no fator estratégia: construa barreiras, armadilhas, pontos de controle e evolua-os, tudo para complicar a vida dos seus eternos inimigos.

Já o modo Besta, novidade por aqui, é justamente o oposto: escolha uma classe Locust ou Lambent e parta pra cima dos ‘mocinhos’. Novas classes podem ser liberadas conforme se vai jogando. O legal é que cada Locust/Lambent apresentam características bem distintas um dos outros. E, desabafo a parte: BERSERKER RULEZ!!! (lol)

Gears of Wars 3

Outra coisa que é totalmente inédita é que, desta vez, o jogo possui legendas totalmente em português (sim, do Brasil mesmo!!! o/). A tradução está muito boa, mesmo com algumas adaptações (“Checkpoint” é “Ponto de Controle”, por exemplo). É nítida a preocupação da Microsoft em tornar os jogos como algo mais acessível ao público brasileiro, uma atitude que é digna de parabéns, mesmo que com tropeços (a tradução é boa, o lançamento do jogo por R$129 também, mas os atrasos e falta de brindes prometidos na pré-venda…estes sim foram imperdoáveis.)

Quanto ao som, a trilha sonora orquestrada transmite todo o ritmo frenético da guerra e é um ponto alto para se passar a emoção da batalha. A qualidade é impecável, se bem que, quanto a trilha sonora e efeitos, Gears of War nunca deixou a desejar.

Pra fechar, junte gráficos de ponta, talvez os melhores que o Xbox 360 já viu. A iluminação é fenomenal, as explosões e efeitos são de tirar o fôlego e as texturas são de alta qualidade. Mas nada disso seria possível se não fosse a excelente direção de arte, que retrata com perfeição uma raça humana precária num mundo destruído que busca apenas… sobreviver. Sobreviver para ter uma vida melhor.

Conclusão

Marcus Fenix encerra sua saga com chave de ouro, tudo graças a trama sólida e a jogabilidade intensa num ritmo de ação frenético. Alie isso a uma experiência multiplayer moldada nos pedidos dos fãs e você terá um dos melhores jogos dessa geração. Pronto, soldado?

Desenhista preguiçoso e desleixado, assiste anime desde que era conhecido como "desenho japonês" e prefere desbloquear conteúdo de game na marra, sem pagar com dilmas ou obamas. Prefere multiplayer offline e odeia o exagero crescente de funções online nos jogos, já que possui uma internet muito lixo.