Remake HD de Silent Hill decepciona até o diretor de arte da série

Não é nenhuma novidade que remakes em HD estão sendo feitos aos montes. E também não é nenhuma novidade que vários desses ports são bem vagabundos, seja na adaptação da jogabilidade ou em uma reconstrução gráfica medíocre. Foi o caso com Resident Evil 4 e Resident Evil Code Veronica X para os consoles da nova geração. Ficou claro que o esquema de controles antigo (no caso de Code Veronica) não é mais tolerável atualmente. Depois de experimentar jogos tão fluidos como Uncharted, Gears of War ou mesmo RE4, você fica com uma sensação péssima do jogo (ainda mais se for a sua primeira vez jogando), e os gráficos continuam tão ruins quanto eram antigamente.

Já RE4 não recebeu nenhum extra, nenhuma adaptação de controle (não tem suporte ao MOVE, por exemplo) e os gráficos tem todos os defeitos possíveis, como se tivesse sido “esticado”, com bordas mal definidas. Mas não é só a Capcom que sofre disso. A própria Konami já pecou em ports de Metal Gear Solid 3 (incluindo o recente para o 3DS), com problemas de jogabilidade, gráficos ruins e sem extras. Claro que existem remakes bons, como Metroid Prime Trilogy, mas não são tão comuns atualmente.

Silent Hill 01

Recentemente, a Konami lançou remakes HD dos jogos da série Silent Hill. Muitos fãs têm reclamado de bugs e de uma apresentação feia, o que realmente procede. Mesmo o diretor de arte da série ficou indignado ao ver comparações entre a versão original e o remake. Uma coisa especialmente ruim é a neblina, que teve sua intensidade diminuída, revelando assim cantos não terminados (que ficavam fora da visão do jogador na versão original, como você poderá conferir acima). É uma pena que nesta onda de remakes ótimos jogos estejam sofrendo com adaptações porcas, feitas somente para ganhar mais dinheiro.

Silent Hill 02

Game designer, designer gráfico, pesquisador em semiótica. Adora video games, tanto antigos quanto novos, e cresceu jogando e estudando estes games. Devido à influência da comunidade japonesa local, aprendeu a gostar de mangás e animes, e a não achar a língua japonesa alienígena (ter estudado o idioma talvez tenha ajudado). Não consegue trabalhar sem uma trilha sonora pra acompanhar.