Sonic Generations – Será que dessa vez vai?

Há muito tempo atrás, num console muito, muito distante, existiam jogos decentes do Sonic. Ainda lembro dos jogos incríveis no Mega Drive (Genesis, pra vocês americanizados) e do primeiro jogo no falecido Dreamcast. Era uma época boa, onde Sonic e Mario não apareciam juntos em jogos (e isso era totalmente inconcebível, só se via isso no MUGEN) e os desenvolvedores ainda presavam por um bom Level Design (esqueçam aquela porcaria de Sonic 3D Blast).

Pois é, esse tempo passou. Continuamos ganhando ótimos títulos novos do Mario, do Link (ou DO ZELDA, como dizem as más línguas) e da Samus, mas nunca mais vimos um jogo decente do porco espinho rebelde. Talvez a coisa mais próxima que tivemos disso foi Sonic Colors (Wii e DS), mas mesmo assim não é supremo, como os antigos. Nem o Sonic 4, conseguiu despertar o interesse dos mais desacreditados.

Sonic Generations

Mas talvez estejamos livres desse pesadelo dos últimos anos, e Sonic Generations realmente preste. Depois de assistir mais de 50 vídeos da jogabilidade, e de ver alguns demos no 3DS, cheguei à conclusão que provavelmente o jogo vai ser muito bom: mais incrível ainda, do nível dos antigos!

A proposta é simples na realidade, e já foi usada (de certa forma) no antigo Sonic CD (que por sinal, é foda): juntar o passado com o presente. Dois Sonics, fases antigas jogadas de novos modos. Pra mim, foi particularmente interessante ver as fases do Sonic Adventure no modo clássico (gameplay 2D), e rever oas fases maravilhosas de Sonic & Knucles ainda mais maravilhosos no 3D do PC e consoles.

Sonic Generations

Mas claro que isso é só esperança de um fã nostálgico, querendo jogar um jogo decente do azul pelo menos mais uma vez antes de morrer.

É bom SIM ficar de olho nesse jogo. Preparem seus bolsos, pois vamos ter o level design de antigamente com gráficos supremos e velocidade de cair o queixo, podem ter certeza disso.

O lançamento é previsto para dia 1 de Novembro de 2011 para Xbox 360, PlayStation 3, PC e 3DS.

Game designer, designer gráfico, pesquisador em semiótica. Adora video games, tanto antigos quanto novos, e cresceu jogando e estudando estes games. Devido à influência da comunidade japonesa local, aprendeu a gostar de mangás e animes, e a não achar a língua japonesa alienígena (ter estudado o idioma talvez tenha ajudado). Não consegue trabalhar sem uma trilha sonora pra acompanhar.