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Faz uma cara que não escrevo, mas mesmo assim tenho assistido muita coisa… muita coisa ruim que tenho largado pela metade! Deveria ter escrito o quão ruim são esses animes.
Mas ontem, assisti um Movie que eu tava esperançoso: Paprika, da MadHouse (Casshern, Beck, Black Lagoon, Kaiji, Monster e tantos outros animes fodas) Não me arrependi um segundo! Um anime cheio de suspense e, como todo bom movie japonês, mostra possibilidades tecnológicas bem legais.
O negócio é o seguinte, o roteirista pirou em psicologia e começou a estudar a parada:
Em um futuro nada distante (pode até ser o presente), um gordo gênio desenvolve um aparelho onde as pessoas podem “viver” seus sonhos. Isso mesmo, você dorme e vive seu sonho. Esse aparelho ainda possibilita o compartilhamento da experiência com outras pessoas.
A ideia inicial era que o sonho fosse compartilhado com psicólogos para a análise e resolução de problemas ali na hora, em vez do bom e velho divã, e o cara de barba e óculos ficaria adivinhando o que você vê nos sonhos. Ele vai a raiz do problema e o finaliza.
Mas como disse o presidente da empresa que desenvolveu a máquina:
A Ciência não é nada além de lixo ante um sonho profundo
Um dos aparelhos é roubado e o ladrão começa a entrar no sonho dos outros para causar terror; o inconsciente se mistura com o consciente. Para piorar, os inconscientes começam a se misturar (isso mesmo, de todas as pessoas) e tornam-se coletivos. É um pesadelo junguiano REAL.
Em meio disso, Paprika (que não se sabe direito quem é) é uma mulher que vive no mundo dos sonhos e ajuda a solucionar os problemas das pessoas que recorrem a ela. Paprika tem um grande conhecimento do psique humano, talvez por conta da sua ligação com a Dra. Chiba (Cientista do projeto).
Paprika agora é uma das forças mais poderosas para encontrar o ladrão e por fim no caos que se encontra a Terra.
Com diálogos inteligentes e bastante científicos, não tem como não se prender ao que tá rolando. Além disso, a animação da MadHouse continua perfeita! A trilha sonora é muito boa e bem background, afinal, é um suspense.
Mas um ponto que eu gostaria de ressaltar é o volume de drogas que os desenhistas tiveram que tomar. É muita “viagem” durante quase uma hora e meia de filme, pois desenhar cenas de sonhos não é nada fácil e eu acho que eles se saíram muito bem.
Vale a pena assistir. Só pra se ter uma ideia, fiquem com o trailer que já é uma viagem.
É pratica recorrente no Mundo dos animes exorar o remake de séries antigas, mal produzidas ou esmigalhadas pelo famoso “filler”, inimigo de qualquer fã inveterado de obras nipônicas. Parece que a tão sonhada “época dos remakes” vem se tornando aos poucos uma realidade, e ganhando força com a nova versão de um dos maiores símbolos da animação japonesa. Mas será que o tão rogado remake tem surtido efeitos positivos nos telespectadores?
Uma das primeiras experiências de remake se deu com FullMetal Alchemist, uma das series recentes mais populares nos quatro cantos do globo. A original (totalmente picotada e remendada) fez um sucesso estrondoso dando origem a mais dois longas homônimos com aventuras paralelas à série. Um remake de uma série-febre, com milhares de vorazes consumidores dos mais diversos artigos e sedentos por novas informações só poderia ser um marco na historia dos animes, um divisor de águas entre fillers e obras originais, certo? Não é o que se vê.
A audiência de “Brotherhood” tem alcançado, em média, a metade da versão “original”. A qualidade do anime é impecável, totalmente fiel ao Mangá, com produção constante e animação de fazer inveja a muitos OVAs. Não existe um único fator responsável pelo insucesso midiático de um projeto que tinha tudo para dar certo, existe uma série deles.
O fã mais ardoroso de FMA seguramente acompanha o manga – que está em vias de desfecho – religiosamente, enquanto os simpatizantes estão com a estória antiga ainda fresca na cabeça, e não fazem tanta questão do produto genuíno. Como a série televisiva é recente (2003), acontece um canibalismo natural.
O receio que essa primeira experiência negativa traz é anular as chances de mais produções autenticas, antes de novos experimentos com séries mais antigas, ou até mesmo recém terminadas e que ainda não foram assassinadas por fillers e enrolações clássicas do oriente. Vamos torcer para Dragon Ball Kai tomar outro rumo.