nov 30

fma

É pratica recorrente no Mundo dos animes exorar o remake de séries antigas, mal produzidas ou esmigalhadas pelo famoso “filler”, inimigo de qualquer fã inveterado de obras nipônicas. Parece que a tão sonhada “época dos remakes” vem se tornando aos poucos uma realidade, e ganhando força com a nova versão de um dos maiores símbolos da animação japonesa. Mas será que o tão rogado remake tem surtido efeitos positivos nos telespectadores?

Uma das primeiras experiências de remake se deu com FullMetal Alchemist, uma das series recentes mais populares nos quatro cantos do globo. A original (totalmente picotada e remendada) fez um sucesso estrondoso dando origem a mais dois longas homônimos com aventuras paralelas à série. Um remake de uma série-febre, com milhares de vorazes consumidores dos mais diversos artigos e sedentos por novas informações só poderia ser um marco na historia dos animes, um divisor de águas entre fillers e obras originais, certo? Não é o que se vê.

fmaratingscollapse

A audiência de “Brotherhood” tem alcançado, em média, a metade da versão “original”. A qualidade do anime é impecável, totalmente fiel ao Mangá, com produção constante e animação de fazer inveja a muitos OVAs. Não existe um único fator responsável pelo insucesso midiático de um projeto que tinha tudo para dar certo, existe uma série deles.
O fã mais ardoroso de FMA seguramente acompanha o manga – que está em vias de desfecho – religiosamente, enquanto os simpatizantes estão com a estória antiga ainda fresca na cabeça, e não fazem tanta questão do produto genuíno. Como a série televisiva é recente (2003), acontece um canibalismo natural.

O receio que essa primeira experiência negativa traz é anular as chances de mais produções autenticas, antes de novos experimentos com séries mais antigas, ou até mesmo recém terminadas e que ainda não foram assassinadas por fillers e enrolações clássicas do oriente. Vamos torcer para Dragon Ball Kai tomar outro rumo.

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out 25

banner dragon ball

E a quarta edição do TheMentes Podcast sai e conversamos com toda essa galera sobre a série Dragon Ball.

Participantes

@BeGOD
@Xande22
@raseC
@BrunoVasone (Bagaço)
@Kerposo (Kerplunk)

Participação Especial:

@FelipeTenor

Vídeos

Negão se transformando em SSJ3
Pastor Genki Dama
Pastor Goku
Vídeo caseiro de Dragon Ball
Carro desenhado por Toriyama

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out 23

thementes primeiras impressoes

O quinto Primeiras impressões está no ar e dessa vez falando sobre o jogo Dragon Ball Raging Blast que será lançando para XBox360 e Ps3.

Lembrando que o Primeiras Impressões é sobre jogos que ainda não jogamos, ou seja, nós analisamos o trailer e damos pitacos sobre o jogo.

Participantes:

@BeGOD
@Rasec
@Xande22 (Xande)

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out 1

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Nova temporada, novo Kamen Rider, e claro, mesmos elementos clássicos das séries. O herói da vez é o Kamen Rider W (Double). Visualmente é uma espécie de Metalder, cada lado do corpo de uma cor diferente. Remetendo aos primeiros Kamen Riders da história, ele também tem olhões vermelhos, cachecol e usa o cinto como dispositivo para transformação.

Até o momento, a história soa menos moderninha como as recentes séries e mais noir, mas com as básicas quebradas de humor. O Kamen Rider W é uma espécia de Gogeta (Goku + Vegeta), são dois japas que se transformam no rider, a consciência de um vai pro corpo do outro durante a transformação. O interessante é que inovaram no fato de usarem pendrives (Gaia Memories) para se transformar.

O protagonista da série é Shotaro, um detetive particular mais durão que sai às ruas para solucionar casos de desaparecimentos. Enquanto o seu parceiro é o gênio Phillip, que possui uma biblioteca de informações na mente e fica no QG deles o auxiliando. Cada um deles possui 3 pendrives com características e cores diferentes, quando vestem o cinto, cada um deles espeta o Gaia Memory, possibilitando diversas combinações coloridas para o Rider. Divertido de se ver.

O que se entende da história, até agora, é que existem uns vilões que contrabandeiam os Gaia Memories e tornam-se monstros quando usam (quem trafica os pendrives é uma espécia de Yakuza). O ritmo da série é contrastante comparando-se com as recentes séries Riders. O jazz na abertura também quebra a mesmisse da era heisei com aqueles J-rock manjadíssimos. Até agora, Kamen Rider W, mostrou ser uma série promissora, de qualquer maneira seria cedo demais para tacarmos pedras.

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set 14

changeman

Assim como o caso dos Kamen Riders Black e Black RX, quem acompanhou as programações importadas do Japão pela extinta Rede Manchete já deve ter tido contato com outra grande franquia japa de live action: os Super Sentais (do japonês Super Esquadrão). São grupos de heróis coloridos com colant e robôs gigantes, impossível confundir o gênero. Aqui pelo Brasil conseguimos acompanhar 4 deles, Changeman, Flashman e Maskman pela Manchete e o Goggle Five pela Bandeirantes e posteriormente pela Record.

A fórmula é quase sempre a mesma, primeiro se escolhe um tema para a temporada: animais, samurais, carros, joias, dinossauros etc, e depois forma-se um grupo de 3 ou 5 jovens, cada um com sua cor predominante (onde o vermelho sempre lidera) e contrastantes personalidades entre eles, uma bazuca comunitária pra matar monstros, e por último um robô gigante que foma-se a partir de veículos distintos.

A franquia Super Sentai se perpetua desde 1977 no Japão pela Toei (também produtora dos Kamen Riders) e depois firmou sua parceria com a Bandai. A receita dessas empresas vem predominantemente de brinquedos e gadgets diversos pra molecada japa.

maskman

Alguns fatos tornaram-se sagrados para as séries de sentai com o tempo, o primeiro é que toda série ganha um filme para o cinema – na verdade um episódio de um pouco mais de uma hora pra se ver na telona, com efeitos especiais mais bem caprichados. O segundo fato é ingressão de personagens extras no elenco do time dos bonzinhos, estes trazendo junto os devidos upgrades pros robôs da turma principal. E por último, o fato que eu acho mais interessante, toda série ganha um especial para o cinema que consiste em um crossover de equipes, o sentai atual sempre se esbarra com o sentai da temporada anterior, brigam sem motivos (lei do Sérgio Aragonés para quando se tem muitos heróis juntos), fazem as pazes, unem as forças e derrotam um inimigo em comum. Tais crossovers chegam a dar aneurisma de tanto colorido, mais até que a Parada Gay.

Diferente dos Kamen Riders, cujo enredo das séries foi crescendo junto com seus fãs, os sentais continuam direcionando o programa aos baixinhos da Xuxa. As histórias são mais bobinhas com monstros que têm poderes ridículos como fazer todo mundo escorregar, trocar as pessoas de corpo, fazer todos dormirem etc. Mas ainda mantém as fascinantes cenas de lutas de robôs gigantes.

flashman gran titan jr flashking

A tradicional franquia japonesa deu a deixa para que em 1993, um egípcio espertalhão, chamado Haim Saban, comprasse o direito da série Kyoryu Sentai Zyuranger, e assim ensaiar uma novelinha Malhação na Nova Zelândia com uma molecada ocidental e multi racial, usando assim os cortes da série japa para os momentos das lutas dos heróis transformados, robôs e ataques de monstros nas cidades, nasceu assim os Power Rangers. E ninguém se perguntava porque tinha tanto oriental fugindo de monstros na Alameda dos Anjos… O negócio é que a empreitada do Saban deu tão certo que até hoje a produtora (já nas mãos da Disney e Bandai América) tem feito sua heresia com os tão queridos Super Sentais.

Atualmente a TV Asahi transmite no Japão a 33ª temporada, o Samurai Sentai Shinkenger, que no mesmo bloco de programação apresenta o Kamen Rider Decade, fato que possibilitou o inédito crossover de franquias. O Kamen Rider Decade se encontrou com os Shinkengers, e como dita a regra, brigaram em princípio sem nenhum motivo e depois uniram-se pra chutar uns traseiros.

Alguém por acaso já se perguntou por que os monstros não atacam os heróis durante as coreografias ou porque os monstros gigantes simplesmente não impediam o robô gigante de se formar? Ou pelo menos se lembra da sátira que o Toriyama fez com a Força Ginyu em Dragon Ball.

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