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Video Game Music é maior que apenas os games

video game music

Bom, é verdade que a música está por aí há muito mais tempo que podemos registrar. Muitas festas (culturais ou religiosas) e tradições se apoiam na música, e existem tantos instrumentos diferentes quanto tipos de nuvens nos céus.

Os Vídeo Games são um fenômeno recente, quando comparados ao cinema ou aos quadrinhos, mas nem de longe menos incríveis. O crescimento foi rápido, e suas raízes atingiram vários campos artísticos diferentes. A arte conceitual é lançada em livros e coleções, suas narrativas viram quadrinhos e filmes (ainda que em sua maioria bem ruins) e servem de campo de testes para várias tecnologias. Porém, o campo mais forte a se “desmembrar” dos games é a sua música.

Dos anos 90 pra cá, muito tem sido feito a respeito deste aspecto em especial. Os jogos da Disney tentavam emular suas trilhas sonoras maravilhosas nas versões de console, e vários compositores de renome começaram a trabalhar com vídeo games; Michael Giancchino (Ratatouille, Lost, Medal of Honor) e Jeremy Soule (jogos da série Harry Potter e The Elder Scrolls) são dois nomes dignos de citação. Como os consoles evoluíram, a capacidade musical evoluiu junto. Ainda nos anos 90 era possível ouvir trilhas sonoras complexas, como em Castlevania: Dracula X (no PC Engine) e jogos da SNK no Neo-Geo CD. Mas mesmo o estilo mais tradicional (chiptune) ficou mais complexo com o passar dos anos, e se fixou na memória de muitos fãs.

Atualmente, trilhas sonoras completamente orquestradas são compostas para certos jogos (Mario Galaxy é um grande exemplo disso), e é comum ter trilhas sonoras lançadas junto de edições de colecionador (ou pre-orders) de jogos. Na realidade, já existem eventos especializados em músicas de games (Video Game Orchestra, Video Games Live, dentre outros). A importância da música nos jogos é tamanha que a Nintendo decidiu reunir uma orquestra comemorativa dos 25 anos de sua série The Legend of Zelda, e fazer uma turnê internacional com esta.

Porém, não são somente as músicas orquestradas e arranjadas que fazem sucesso. Seguindo a tendência retrô dos últimos anos (que trouxe de volta as malditas Polaroids), os chiptunes voltaram, e mais fortes do que nunca. Vários jogos, com visual retrô ou não, voltaram aos chiptunes, e compositores surgiram em todo o mundo (como Sabrepulse e Anamanaguchi). Uma grande força ao movimento foi o lançamento dos jogos mais recentes da série Mega Man num estilo retrô, com chiptunes de ótima qualidade. Vários albums focados nesse estilo musical foram lançados nos últimos cinco anos.

Como é possível perceber, a música dos games deixou de ser apenas um acessório e tornou-se um elemento integrante (e principal) da sua construção, tendo um enorme destaque tanto entre músicos quanto fãs leigos. E o apego é grande, seja pela nostalgia, seja pela qualidade instrumental. E isso nos fez respeitar compositores japoneses (dos quais, até então, só se faziam piadas de mau gosto).

Para quem é fã, compartilhem seu amor pela música nos eventos e shows; e prontifiquem-se para que outras iniciativas como essa aconteçam mais vezes.

Por fim, confiram o que os fãs músicos andam fazendo com a trilha sonora de seus games preferidos no Dwelling of Duels, uma das principais fontes de fan versions de game music.

Game designer, designer gráfico, pesquisador em semiótica. Adora video games, tanto antigos quanto novos, e cresceu jogando e estudando estes games. Devido à influência da comunidade japonesa local, aprendeu a gostar de mangás e animes, e a não achar a língua japonesa alienígena (ter estudado o idioma talvez tenha ajudado). Não consegue trabalhar sem uma trilha sonora pra acompanhar.

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